Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização

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Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização

cesarea_cesariana_cicatriz_parto_vaginal_normal Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização

Um parto via cesárea é aquele que acontece por intervenção cirúrgica, através de uma incisão feita entre o abdômen e o útero da mãe – tornando-se o novo espaço por onde o bebê passará. Em teoria, sua realização está autorizada a ocorrer apenas quando o parto normal apresenta maior risco para mãe e/ou recém nascido. Todavia, com a maior inserção dos momentos de dar à luz na rotina hospitalar, as taxas de cirurgias cesarianas também aumentaram em nível mundial; e, principalmente, no território brasileiro.

De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente 15% dos partos deveriam ser realizados por cesariana, como forma de segurança médica. Porém, no Brasil, as taxas são bem diferentes: em 2019, calculou-se que mais de 55% dos partos que ocorrem em nosso território são cirúrgicos, configurando-se como uma “epidemia de cesáreas”.

Considerando essa assustadora realidade, é extremamente urgente e necessário que as gestantes (como também seus acompanhantes) saibam sobre as necessidades de seu parto, e se realmente são propícios para a realização de uma cesárea. Para isso, separamos as principais indicações reais que levam à ocorrência de um parto cesariana. Confira essas informações, que são essenciais para garantir de uma experiência de parto positiva e com o mínimo de intervenções.

Quando a cesárea é necessária:

Prolapso de cordão umbilical (com dilatação não completa)

É a posição anormal do cordão na frente da parte de apresentação fetal, dessa maneira, o feto comprime o cordão durante o trabalho de parto, causando hipoxemia (insuficiência de oxigênio no sangue) fetal.

Imagem1 Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização
Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo

É a separação prematura do útero, em geral após 20 semanas de gestação. As manifestações podem incluir sangramento vaginal, dor e hipertonia uterina (não há um completo relaxamento entre uma contração e outra), choque hemorrágico e coagulação intravascular disseminada.

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Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial)

Situação em que a placenta se insere total ou parcialmente na região do segmento inferior do útero, podendo ou não recobrir o orifício interno do colo.

Imagem3 Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização
Apresentação córmica durante o trabalho de parto

Durante boa parte da gravidez, grande parte dos bebês ficam na posição pélvica (sentado), mas quando chega o fim da gestação, assumem a posição cefálica (cabeça pra baixo), facilitando o parto normal. Porém, pode acontecer a apresentação córmica, em que o bebê assume a posição horizontal.

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Ruptura de vasa prévia

É uma condição obstétrica rara que resulta da ruptura de um de vasos sanguíneos fetais desprotegidos, que passam pelo orifício interno do colo. Se a mulher entra em trabalho de parto e a membrana com os vasos se rompe, existe um alto risco de morte fetal por hemorragia fetal grave.

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Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

Caso a mãe tenha algum tipo de IST, como herpes genital (com lesão ativa no momento), HPV, HIV, gonorreia, sífilis (se houver ferida na região vaginal), entre outras.

Desproporção cefalopélvica (DCP)

Ocorre quando a cabeça do bebê não consegue passar pela pelve materna, pois os diâmetros da bacia são incompatíveis com o tamanho do bebê. O diagnóstico só é possível de ser feito durante o trabalho de parto, por meio de toque vaginal.

Imagem6 Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização
Sofrimento fetal agudo

É caracterizado pela falta de oxigênio para o feto, podendo levar à morte dentro do útero, pois ele não consegue lançar mecanismos de defesa para se adaptar à ausência de oxigênio.

Parada de progressão

É a disfunção das contrações uterinas impedindo a progressão do trabalho de parto.

Apresentação pélvica

Os fetos que se apresentam de nádegas têm maior probabilidade de lesão, podendo ocorrer durante ou após o nascimento.

Imagem7 Cesárea: conheça 11 indicações reais para sua realização
Duas ou mais cesáreas anteriores

O risco potencial de uma ruptura deve ser pesado contra os riscos de se repetir a cesariana, que variam desde lesão vesical até hemorragia, infecção e maior chance de histerectomia; as diretrizes mais recentes não discriminam entre uma ou duas cesáreas para quem quer tentar um VBAC (Vaginal Birth After Cesarean = Parto Vaginal Após Cesárea).

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